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Já disse várias vezes o quanto sou apaixonado por cinema. E por ser assim, considero uma tarefa extremamente difícil, quase impossível, ter que eleger uma lista dos meus filmes preferidos. Imagine então ter que citar apenas um!

 

Eis que Meu Bem me indicou a um meme o qual consiste em:

1 – Escolha uma foto ou vídeo de um filme que você gosta;
2 – Coloque o trecho de uma música que tem a ver com aquele momento;
3 – Escreva estas regras em seu blog;
4 – Indique cinco amigos.

 

Parece simples, e até pode ser. Mas, ao ver isso, dezenas de imagens e sons vieram a minha mente. Para facilitar minha escolha, optei pelo filme que considero a melhor comédia romântica de todos os tempos: Notting Hill.

(Um lugar chamado Notting Hill)

  • Adoro essa canção.
  • Perdi a conta das vezes que assisti esse filme.
  • Amo a Julia Roberts, minha atriz preferida.

 

 

Indico para este desafio:

Cheguei com mil perguntas e para muitas não obtive respostas. Estou indo embora com outras mil. Entretanto, realizado. Deixo um pouco de mim, levando um pouco de muitos. Há outros caminhos a percorrer. Que os bons ventos continuem a meu favor.

 fim-de-curso-21

Foto de despedida – “contagem regressiva”.

“Onde está Wally?”

 

 

Ao som de Stonefree Experience – Ain’t No Make Believe

Meu novo toque de celular

 

 

 

Ontem:

 

1. Eu era um inocente e assíduo freqüentador da igreja.

2. Eu queria ser um jogador de futebol, ou um músico.

3. Eu tinha cabelos longos.

4. Eu sabia jogar Street Fight como poucos.

5. Eu adorava ficar brincando na rua até tarde.

6. Eu gargalhava com meus dois cães de estimação.

7. Eu duvidava de quase tudo.

8. Eu escutava um programa de rádio pela manhã e outro a noite, só para ouvir minhas músicas preferidas.

9. Eu viajava para a casa de minha avó nos meses de férias.

10. Eu queria conhecer muitas pessoas ao redor do mundo.

11. Eu vestia calça jeans com camisa baby look.

12. Eu me assustava com a idéia de crescer.

13. Eu esperava que os amigos nunca mudassem, e que sempre estivessem por perto.

14. Eu dizia que iria me casar com uma vizinha.

15. Eu bebia de tudo, menos cerveja.

16. Eu sonhava em aprender outras línguas.

  

 

Hoje:

 

1. Eu sou a soma do que vive com o que deixei de viver.

2. Eu quero escrever coisas significativas, para mim e para outros.

3. Eu tenho amigos incríveis.

4. Eu sei que o tempo não para, e que tudo tem seu preço.

5. Eu adoro meus amigos, minhas músicas, meus livros, minha profissão..

6. Eu gargalho quando estou com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida.

7. Eu duvido de tudo.

8. Eu escuto rádio de notícias, e todo tipo de música.

9. Eu viajo a trabalho.

10. Eu quero amar como nunca amei.

11. Eu visto roupa social, na maior parte do tempo.

12. Eu me assusto? Não. Eu nunca me assusto.

13. Eu espero por dezembro, por meu bem…

14. Eu digo que até os meus erros estão a meu favor.

15. Eu bebo de tudo, menos cerveja e chá.

16. Eu sonho em fazer coisas simples e memoráveis, como um boneco de neve. (nunca vi a neve)

 

 

Perguntas simples que são difíceis de responder. Um bom desafio que recebi da minha querida amiga Manoela Afonso.

Vou provocar: Biani, Analu e Nina. Aceitam responder?

 

 

Ouvindo uma canção que traz boas lembranças:

Marisa Monte e Erasmo Carlos – Tema de não quero ver você triste

 

LA QUIETUD

Não sei ao certo que horas acordei. Ainda não eram sete, poís o rádio-relógio permanecia em silêncio. Não havia barulho na rua e ninguém conversava na cozinha. Eu não estava com sono, nem mesmo com preguiça, como me é de costume. Havia uma imensa calmaria ao meu redor, tão incomum, que me deixou intrigado. Eu olhava para o teto e não conseguia me lembrar do sonhei na noite anterior. O silêncio continuava. “Será que o mundo acabou?” De repente veio o som: Elvis Costello cantando My funny valentine. Sete em ponto, hora de levantar.

 

As janelas estavam abertas e as cortinas balançavam suavemente, como se dançassem um balé. Os ventos frios estavam de volta e com eles um agradável cheiro de poeira molhada. Notei que choveu por toda madrugada. Vi o céu nublado em uma manhã tão diferente. Enfim o calor deu trégua. O sol não apareceu. Um dia cinzento de inverno no meio de março.

 
Pela primeira vez em muito tempo, olhei para foto ao lado minha da cama sem sentir nada. Absolutamente. Foi como olhar para uma bela estanha qualquer, dessas que cruzam as ruas comigo todos os dias. Ela tem olhos da Marion Cotillard, pelos quais um dia eu me apaixonei. Eu ri de tudo isso. Me desprendi. A saudade foi embora. Os deuses devem gostar de mim. Me despedi. Para gaveta que eu nunca mexo, enfim aquele porta retrato se foi.

 

Não estava feliz, nem mesmo triste. Depois de tanto tempo, enfim, eu estava em paz outra vez. Sai para fotografar.

 

Fotografei o tempo e voltei pra escrever. Escrevi uma carta, uma poesia e uma canção. Em minha mente, pairava um sotaque diferente, charmoso, de alguém distante, que se faz presente na maior parte do tempo. Liguei para dizer olá já bem tarde da noite.

 

Novembro não me encanta mais. Eu espero por dezembro.

 

 

 

Ouvindo uma canção que fala por mim:

Celso Fonseca e Ana Carolina – Um Dia de Domingo

 

 

A avareza é o apego demasiado e sórdido ao dinheiro e a outros bens. Mesquinharia.

   

 

AVARICE - BY ARTEMIO RODRIGUEZ
AVARICE – BY ARTEMIO RODRIGUEZ

 

Se um amigo me pede minha moto emprestada, eu digo: - Aqui está a chave. Dinheiro? Se tiver, não nego. Até mesmo minha câmera fotográfica. Não tenho o menor apego.  

 

Por outro lado, tenho uma caneta da marca Crown, modelo Chrome London, que ganhei de uma grande amiga, há quase 10 anos. Essa não deve custar mais que R$ 50, porém, o valor que ela tem para mim é incalculável. Não a trocaria por nenhuma outra. É sentimental. Nunca sai do meu quarto, e só eu escrevo com ela.

 

O mesmo ocorre com alguns livros, CD’s e DVD’s. Não estão disponíveis, nem mesmo para os amigos. Desses, perdi a conta dos que emprestei e não voltaram. Agora estou vacinado. Se me pedem um livro, o que é raro, digo: - No seu aniversário de dou um de presente. Para DVD’s e CD’s: - Se quiser, faço uma cópia.

 

Para mim, aquilo que o dinheiro pode comprar é o que menos tem valor. As coisas que preservo são aquelas que ocupam espaço em meu coração.

 

Avareza? Não. Desse mal eu também não morro.

 

 

 

 

Experimentando novos sons: Michael Bublé – Everything

 

REPARAÇÃO

Uma criança incauta atira pedras ao céu sem pensar que elas sempre voltam. Às vezes machuca a si mesma. Assim é um tolo que desabafa com caneta e papel.

 

Eu.

 

Não sou irônico, muito menos sarcástico. Mas me dizem que assim sou quando escrevo, e que dou um tom piegas a coisas que são bem simples. Se isso é verdade, não tenho conseguido transmitir o penso, o que quero e o que sinto. Logo, como um aspirante a escrito, sou um grande fracasso.

 

Alguém já te feriu com suas próprias palavras?

 

Dói.

 

Certas coisas nunca devem ser ditas, nem mesmo escritas. Aprendi. Me envergonho por ter magoado alguém que amo, por mera vaidade. No intuito de ser nobre, talvez eu tenha sido cruel. Deixo o orgulho de lado, e mais uma vez peço perdão.

 

 

 

Vou arriscar mais uma vez.

Mesmo que assim não seja, vou contar nossa história.

 

reparacao

 

WHEN I SMILE…

Minha querida amiga Manoela Afonso, “discípula de Goya” no cetro-oeste desse país, me indicou a mais um meme: Sete coisas que me fazem sorrir.

 

 

Tenho a estranha mania de olhar pela janela todas as manhãs quando acordo. Me esforço para enxergar alguma coisa, pois os óculos nunca ficam a beira a cama, e também não costumo dormir  com minhas lentes de contato. Se tem sol, bem, ao menos não está chovendo. [1]Se está nublado, aquele dia cinzento, com vento frio, ótimo! Fico de bom humor e tudo me faz sorrir. Mais louco que isso, só mesmo rir sozinho. E como faço isso. [2]Se fico quieto e dou espaço aos meus devaneios, logo me lembro de alguma coisa boba e começo a sorrir, e às vezes não paro. Quem vê não tem dúvida: É doido! Devo ser.

 

[3]Morro de rir nas aulas de inglês. Os falsos cognatos, a dificuldade de pronúncia e os trocadilhos são sempre engraçados. [4]Ver jogo de futebol da Seleção Brasileira é uma “terapia do riso” (Ou seria uma comédia de erros?). [5] E jogar vídeo game com torcida, e poder azarar os adversários, me faz rir o tempo todo.

 

E por fim, o que mais gosto: Festas! [6]Nada é melhor do que estar “com alguns bons amigos, bebendo de bem com vida”. Toda vez que ouço alguém dizer “Você lembra?”, é certeza de uma gargalhada em seguida. Me divirto muito jogando conversa fora. E festa sem música não é festa. E música em festa tem que ser para dançar. Adoro dançar, mesmo sem saber. [7]Me disseram que fico sorrindo quando danço. Deve ser verdade, pois quando escuto algo como “eu perguntava Do You Wanna Dance…”, o mundo parece girar em câmera lenta ao meu redor, e de alguma forma eu me sinto muito feliz. E assim, não dá pra ficar sem sorrir.

 

 

 

Nina, Mires e Renata. Gostaria de saber que coisas fazem vocês sorrirem.

 

 

 

Me imaginando na Cataluña

…Ouvindo a guitarra espanõla de Paco de Lucia

na trilha sonora do ótimo filme Vicky Cristina Barcelona

 

 

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