Estudo próximo a uma grande empresa de telemarketing em Belo Horizonte. Até onde pude constatar, os salários são vergonhosos e as condições de trabalho deixam a desejar. Há três anos venho observando os funcionários desta empresa, dois aspectos me chamam a atenção: Eles reclamam de muitas coisas, mas ainda sim andam com o crachá no peito mesmo estando fora do horário e do local de trabalho, sem falar na inseparável garrafinha de água que fazem questão de ostentar. E a pior parte, não conseguem conversar sobre outro assunto que não seja os clientes que atenderam ou da vida dos outros colegas de trabalho. Não se desligam do serviço, o que talvez explique o alto índice de estresse de depressão entre eles.
Para não cometer o mesmo erro, sigo aplicando a frase abaixo em minha vida.
“Desligue-se do trabalho quando não estiver lá.
Há uma vida aqui fora.
Seja responsável, mas não viva em função do trabalho,
ele sempre vai existir, você não”.

contax. eu sempre reparei nos mesmos detalhes que você – o crachá e a garrafinha. Creio serem outros sintomas de quem trabalha lá.
é como se eu já tivesse sido preso e, quando em liberdade, continuasse andando com o uniforme listado.
e reforçando a recomendação, leia O Elogio ao Ócio, Bertrand Russel.
Um abraço, bom fim – de semana.
desnecessário citar nome, digo apenas que você está fazendo bem a alguém. continue. há quem há muito não conhece o significado de atenção, sabe?
Oi Inzaghi,
obrigada pela visita ao Libellus. Bom conhecer teus espaço também!
abraço!
Olá!
Quando eu não era tão velhaca e fazia faculdade pesquisei muito a área de Telemarketing quando fiz a disciplina Ergonomia. De longe são os primeiros da lista sobre “como não se trabalhar bem”. De denúncias a delírios soube coisas de arrepiar. No entanto, você tem razão sobre a exaltação gratuita que fazem sobre a própria desgraça; exibem-se de alguma maneira e chegam a achar fora do horário de trabalho essa “profissão” pode conferir algum “status”. “É a lama, é a lama…”
o Alla Putanesca mudou. O link está em meu “nome”. Obrigada e perdão.
Olá…
Valeu mesmo pela visita! Também gostei muito do seu blog!!! Vou linkar no meu, ok?! Puxa cara, o meu primeiro emprego aqui em São Paulo foi com telemarketing.. que coisa terrível. Eu percebi o quanto não sirvo para vender absolutamente nada… não vendo nem mesmo quando a pessoa quer comprar! rs
Um grande abraço!!!
Olá, Piter.
Conversava ontem mesmo com a minha chefe sobre a profissão de telemarketing. Acredito que não só a falta de desligamento em dias de folga, como hoje, faz com que esses profissionais pareçam “loucos” ou simplesmente insatisfeitos. Digo isso porque foi aniversário de uma amiga na quarta-feira e tentei várias vezes contactá-la pelo celular, quando na décima tentativa (exagero!), ela atende e eu pergunto:
-Pode falar amiga?
Ela simples e carismática, como sempre, responde:
- Posso sim, Mari, estou escondidinha aqui e ninguém vai perceber que estou falando no telefone!
Só nesse momento pude perceber que o meu emprego é desejável por muitas outras pessoas, apesar do stress que ele também provoca.
Oi
realmente, eu não consigo entender as pessoas que querem tanto se livrar de seus trabalhos, mas não conseguem ficar um só minuto sem falar neles, seja em casa, no barzinho, no show…Nossa! Não sei como ainda estão vivas.
O sistema nos prende a isso. Se só pensarmos no trabalho e quem menos lucra somos nós, ao contrário dos nossos patrões, que ficam cada vez mais felizes em verem que suas empresas estão(ainda que de maneira agonizante) no subconsciente das pessoas!
Adorei seu blog! Vou voltar, viu?
Realmente é uma profissão complicada e desgastante e isso acaba interfirindo no cotidiano da pessoa,dentro e fora do trabalho!
Gostei do seu blog!Volto mais vezes!
Bjos