Nas décadas passadas, os músicos brasileiros eram mais que artistas da industria cultural; eram formadores de opinião, defendiam causas, tinham ideologia, filosofia e censo crítico. E claro eram bons instrumentistas, compositores, poetas, interpretes etc.
Hoje, as bandas de rock, sem a menor criatividade, fazem “musiquinhas” para adolescentes: frases de impacto, rimadas, sempre no infinitivo, com refrões que se repetem exaustivamente, e claro, não dizem nada. Por isso são tachados de “Rebeldes sem causa”.
Fora isso, o funk, o axé e o forró são talvez a pior degradação. Tais “artistas” não possuem intelecto nem criatividade para fazerem músicas de duplo sentido. Logo fazem uma débil pornografia dançante, longe de ser sensual. E o pior, ausente de sentido, e tecnicamente nem bons músicos são.
Penso no Marquês de Sade que criticava e debochava da corte e do clero com seus desenhos e escritos. Foi o uso mais nobre da pornografia. E tudo isso reafirma minha certeza: Escola faz falta!
Daqui a 100 anos a canção de Elis Regina ainda será atual:
“Nossos ídolos ainda são os mesmos…”.

nossa ontem mesmo estava pensando sobre isso, ouvindo engenheiros e legião, eles viam na música uma forma de mudar o mundo, ou pelo mesmo fazer a sua parte, criticar a sociedade e espor sua idéias.
hoje, nem precisa falar não é? você já disse tudo, sãó só musicas ‘de corno’ rs, como diz um amigo meu, sem sentido, e refrão chatos, repetitivos.
bjo
ai tenho uma ideia bem louca, eu gosto de tudo, e querendo ou nao tudo hoje em dia faz sucesso, e fora que qualquer um hoje em dia sabe qualquer sucesso tosco existe, nao gosta mas sabe, é midia. todo mundo canta, e bla bla bla.
tenho meus principios, gosto pq gosto e ponto
é por isso que eu só gosto de mpb das antigas! vinícius, chico, tom…
=)
bjs. bom feriado e bom fim de semana!
Ó. Clica no meu nome.
Meu, suas leitoras são tão simpáticas, né?
È Ju, nossos idolos até poderão não ser os mesmos, mas certamente daquia 100 anos ninguém mais via se lembrar do É o Tcham, Calypso, Mc serginho e demias.
Muito sugestivo.
Gosto de Legião, Cazuza, Elis.
De contemporâneo, pouco escuto. Engenheiros, Adriana Calcanhoto, Marisa Monte.
Parece que virou modinha criar bandas, mesmo que não se tenha música de verdade para apresentar.
Será que meus netos vão curtir legião, cazuza e engenheiros?
Saber que eles podem sair pra dançar funk e ter um repertório de axé no computador me deixa em pânico.
Mas creio que a música boa não acabará. Mesmo daqui uns cem, duzentos anos. Posso estar sendo otimista demais, mas ainda tenho esperança, ainda tenho.
E outra, sempre vai existir pessoas de senso crítico afiado e eles não deixarão a boa música do passado mofar.
Beijo-e-viva-Legião *-*
http://www.revistaandros.com.br/fissura.html
lembrei de vc quando li essas coisas.
xeiro.
De fato, a música de hoje perdeu todo o compromisso conquistado duarnte anos. As bandas não sabem sobre o que falar. Antes ainda té que existia um contexto histórico e tal, mas enfim, isso não justifica a precariedade de nossas músicas. Existem muito problemas a serem discutidos. Fica difícil encontrar novas alternativas de música quetenham um compromisso com alguma temática.
Olha, me desculpe por ter sumido por esses dias do seu blog, viu! É que eu tô cada vez mais atolada de estudos e tô tendo que rebolar para consegui fazer tudo o que quero. Hoje consegui um tempinho e decidi colocar a minha vida em dias.
Olha, comentei em todos os textos passados seus, viu!
Adorei os textos sobre relacionamentos e adorei mais ainda o texto “enigma”.
SAUDADES, MOCINHO.
Lê meus comentários!
Um cheiro bem baiano!
Eu aqui de novo. (=
Sabe, eu acho que as pessoas funcionam sob pressão. No caso, fez-se música boa devido àquela situação toda de mudança, de geração, de regime… Não que não haja problemas hoje. Claro que há! Mas a grande maioria dos músicos não sentem na pele, não estão ali apanhando e apanhando. Sabe?!
Quer exemplo melhor que o regime militar?!
Pro Piter: ” Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito.”
Beijo-beijo.
hummm, eu sou uma pessoa eclética, inclusive quando se refere a música.
mas também temos que aguentar, algumas vezes, as coisas que não gostamos.
eu gosto de tudo, com exceção de metal, sertanejo, reggae, e outras.
algumas músicas eu gosto mais do ritmo, outras eu gosto da letra, e outras são tão manjadas que chegam a ser boas(de certa forma).
se toca funk em alguma festa,´tá lá eu dançando e cantando, acho horrível a letra sim, mas dá pra se divertir, o ritmo, de certa forma, é bom.
é uma questão de gostos.
muita coisa eu realmente detesto, é um assassinato a língua portuguesa e aos nossos ouvidos, mas é algo que faz parte.
Mas digamos, o forró, 90% das letras são engraçadas e deploráveis, mas o que importa é o ritmo, essa é minha opinião
Mas, afinal, na maioria das vezes, vc ouve o que gosta, não?
ahh, vc tinha perguntado se sou gaúcha, né?
sim, sou!
A Ju e a Ju estão com a razão.
Música é momento. Pode parecer louco e contraditório, mas também danço um funk e um axé quando estou em festas, só prá descontrair. E até gosto de sertanejo e pagode (música de corno), mas isso eu escuto sozinho! rs rs
Por outro lado sei que nem tudo que ouço é em si construtivo. Eis ai a questão, falta de censo-critico, de quem faz e de quem ouve.
Imperfeito todos nós.
este estilo musical forro eletronico estar fazendo LUIZ GONZAGA tremer no tumulo ,com e que que estar musicas pronograficas tocan no radio e nimguem toma providencia a nossa sociedade deveria tomar uma decisao chega de alienar as pesoas ja nao basta o nosso povo nao ter cultura ,ainda temos que aturar umas porcarias destas, basta.
Acho que o problema deste vazio está na própria sociedade contemporânea. Hoje em dia há o culto ao consumismo. Antigamente as pessoas compravam produtos porque eram de qualidade, bons e duráveis; hoje as pessoas compram pelo design, marca… importando mais a imagem, o exterior, ou seja, o que a posse do produto trará a imagem daquela pessoa, o que lhe acrescentará para sua valorização dentro da sociedade. Isso também se dá pela evolução da medicina estética, pelo culto ao corpo, pelas celebridades na TV que justamente movimentam essa máquina consumista!
Ninguém deseja comprar cultura, pensamentos, inteligência!
Aff…aki naum tem nada falandu da músik brasileira d hj i d antigamenteh…
nam…
Estava fazendo uma pesquisa e achei teu site/blog, Nossa, tudo isso ai q vc falou super é verdade, eu tenho 15 anos e não vivi quando os musicos ainda eram musicos e artistas de verdade mas me esforço pra tentar mudar a imagem de alguns musicos atuais, o que é dificil com tanta porcaria por ai.
Adorei mesmo.
ops, eu tenho 16.