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A gula é caracterizada por comer em excesso, além do que se necessita. É também a vontade de se querer ter sempre mais do que já se tem. Egoísmo.

 

gula 

 

Por essa definição é fácil dizer que todo mundo comete o pecado da gula. Quem não quer ter um pouco mais? E quanto a comer? Quem é que não come além do que precisa, principalmente nos fins de semana?

 

Sem querer me eximir, não me considero uma pessoa gulosa. Como pouco, e às vezes me esqueço que tenho que comer. E quando posso, opto por alimentos mais saudáveis. Atendo mais aos desejos do meu abdômen que do meu estômago. (É preciso manter a forma! he he)

 

Vez por outra, compro chocolate, coloco na gaveta e só me lembro um mês depois. Mesmo assim, sempre divido com alguém. Mas não escondo que exagero na gelatina. Costumo comer um prato inteiro sozinho!

 

Falando de querer ter mais, eu quero muito mais do que tenho – até porque, não tenho muita coisa. Como todo mortal, quero minha casa, meu carro, meus livros etc. E não acho que isso seja egoísmo. Mesmo porque, não sou materialista – apego – e não vivo em função de adquiri bens. Meus maiores sonhos não são palpáveis. Viagens, pessoas, lugares, sabores, sensações, experiências…

 

Ser egoísta e comer demais. Desses males eu não morro.

 

 

 

Curtindo velharias: Nirvana – Polly

 

 

PERDIÇÃO

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Imagem: True Original Sin by – Antonella Spagnoli

 

Pecado é: Transgredir as leis de Deus.

Assunto longo… O melhor é comprar uma bíblia, pois as igrejas já não se preocupam em ensinar isso.

 

Em uma forma mais clara, e resumida, pecado é: Tudo aquilo que é feito com más intenções. Que prejudica a outro ou a si mesmo.

 

Assim diz a bíblia: “a natureza do homem é inclinada ao mal”.

Todos pecam. Fatalmente. Invariavelmente.

Ao falar, ao agir, ao se omitir, ao conspirar, ao desejar…

“Quem não tem teto de vidro…”

 

“Arrependei-vos e sereis perdoados” (ainda bem!)

 

Às vezes peco… Em dobro, acredito. Faço, penso, falo… No fim, dou um sorriso irônico de satisfação e vergonha. “Que M. eu fiz?… Mas bem que eu gostei! He he!” Não sei se é pior o erro ou a falta de arrependimento.

 

Por outras, desejo, conspiro, me omito… No fim, fico mudo, perplexo, frustrado, sem graça… “Que M. eu fiz?… Me F.!”. Ao menos o remorso não é pior que não saber o que fazer. Depois fica engraçado. Vai entender.

 

O pecado é um vislumbre dos céus com um visgo do inferno. A consciência é uma roda de tortura. E a vida é um jogo cheio de regras bem estranhas. Here we go!

 

 

 

Falar dos meus pecados é tão difícil quanto falar das minhas qualidades. Tarefa essa que fui incumbido pela minha querida amiga Manuela Afonso. Eu deveria escrever um texto falando sobre os sete pecados capitais em minha vida. Como gostei da idéia, vou escrever um post para cada. Até porque… he he! Eu não sou santo!

 

Parte da brincadeira seria indicar alguém para escrever também. Mas me vendo no direito de um bom pecador, quando já são quase três da manhã de terça-feira, dou-me o luxo da preguiça. Quem quiser participar, fique a vontade.

 

 

Ouvindo: Jason Mraz and Colbie Caillat – Lucky

Canção gentilmente enviada por outra querida amiga:

Mires Coelho.

Thanks again!!!

 

I WANT TO DANCE

Estar a fim e fingir que não, que é só educação. Falar sobre a vida e rir de si mesmo só para arrancar um sorriso da outra pessoa. Receber um convite pra dançar, ao som de Paul McCartney, tendo somente as estrelas como testemunhas. Sentir o corpo tremer por dentro enquanto as mãos se tocam. A respiração que ofega e os olhares que se prendem. O perfume que inebria, os corações descompassados, descontrolados, a ponto de serem ouvidos. Não conseguir falar e mesmo assim não errar os passos, como se tudo estivesse normal. Esquecer a melodia e se entregar num abraço, apertado, demorado… Deixar o mundo de lado e desfrutar do beijo que não se pede nem se rouba, se conquista, acontece… Naturalmente.

 

Morro de inveja dessa cena! rs

Terei a minha.

 

   

 

O primeiro beijo de  Kate Foster e Alex WylerSandra Bullock e Keanu Reeves – no filme “A casa do lago”.  Ao som de Paul McCartneyThis never happened before.

SARTREANO

Fui indicado aqui a um meme pelo letrado amigo Caio. A tarefa é pegar o livro que se encontre fisicamente mais próximo, abri-lo na página 161 e publicar a quinta frase completa.

 

Já respondi a um semelhante, que na época o chamei de Enigma. Não compreendo ainda o sentido dessa brincadeira. Pelo visto é só curiosidade, para saber se a pessoa terá por perto um Sheldon, Fitzgerald, Allende ou Coelho.

 

O exemplar que tenho em questão é “Esboço para uma teoria das emoções”, do grande Jean-Paul Sartre, que por sua vez só tem 94 páginas. Não creio em numerologia, mas para não deixar incompleto este post, usarei a seguinte fórmula:

 161 = 1 + 6 + 1 = 8

 

 

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imagem: Henrik Hagtvedt

  

Pág.8 – Biografia.

“Recusara, também, uma medalha da Legião da Honra e uma cátedra no prestigiado Collège de France”.

 

 

Socialista que era, Sartre rejeitou o Prêmio Nobel de Literatura que a ele foi laureado, por coerência a seus conceitos de que os títulos oficiais serviam para criar e aumentar diferenças entre pessoas. A frase acima mostra outras duas grandes honrarias as quais o filósofo não se prestou. Na visão dele, um escritor e um ferreiro tinham o mesmo valor para a sociedade, na qual cada um contribui de acordo com suas aptidões, embora, sejam injustamente remunerados de forma muito desigual. 

 

Eu penso o mesmo.

  

 

 

Já que o meme voltou para mim, não o repassarei.

 

 

Ampliando meus horizontes musicais:

Pout-porri de boleros – Nosotros / Contigo / Sin Tí

Plácido Domingo, no álbum De Mi Alma Latina

 

  

Trocar os móveis de lugar, pintar as paredes de outra cor, doar roupas, sapatos e objetos obsoletos, esvaziar gavetas etc. Gosto da idéia de mudança ilustrada nos filmes de Hollywood. Como ainda não tenho minha própria casa, por enquanto, vou me contentando com a revolução apenas no meu quarto.

 

Os pequenos brinquedos, miniaturas que sobreviveram ao tempo, saíram de perto do computador e foram morar na prateleira. Serão vizinhos dos livros. O porta durex e o grampeador também. A mesa de escrever ficou mais vazia e agora tenho a sensação de que tudo está no devido lugar. Aproveitei também para fazer uma faxina.

 

Havia muita poeira, em toda parte, e como deu trabalho. Separei alguns cd’s, desses que a gente compra por causa de uma música só, ou aqueles que não se salvam mais que três. Converti tudo em MP3 e fiz caridade: 138 cd’s distribuídos para minha irmã, meu pai, minha mãe, minha tia e para três primas. Dei a cada um aqueles que eles costumavam me pedir emprestado. Guardei para mim outros 37. Valor sentimental. Ganhei muito espaço.

 

Troquei todas as fotos do quadro, exatamente 19. Quadro não, painel. Desses de metal que se pregam imãs. A propósito, o que tenho foi eu mesmo que fiz. Mudei também a do único porta retrato que há na estante. Fim de caso. Uma hora tinha que sair.

 

Inventei de fazer pipoca com azeite em vez de óleo de soja ou margarina. E acreditem, ficou ótima! Ao menos pra mim. Assisti ao muito bom, divertido e inteligente Sex and the City. Choveu, a preguiça aumentou e eu não saí de casa. Café e outra sessão, dupla. Trilhos do destinoKevin Bacon é excelente. E Sombras de Goya – Intrigantemente ótimo!

 

Me falta ver outros 27 dvd’s que estão na cômoda me esperando. Entre eles estão sete documentários e outros quatro discos da série Yuyu Hakusho que tenho que terminar. Só não sei quando. As férias acabaram.

 

 

 

 

Ouvindo Mari Campbell and Dave Francis – Auld Lang Syne

Da ótima triha sonora de Sex and the City

 

ANOS 90

“Meninos levam refrigerante

e as meninas levam salgado

Cerveja e vinho, só se for bem escondido

Sábado, sete da noite, na casa da Andréa

Quem quiser pode levar CD’s”

 

 

Esse era o convite das nossas “festas americanas”, escritos com canetas coloridas, personalizados e perfumados. Éramos adolescentes, entre os treze e os dezesseis e estas eram as oportunidades que tínhamos de desenrolar os romances que se iniciavam nos intervalos das aulas.

 

No fim da noite, tocavam músicas lentas pra se dançar a dois, dessas tipo Air Supply, com os pares já bem definidos com muita antecedência. Sempre havia uma amiga para intermediar os encontros. “Quando apagar a luz você beija ela!”. Era quase um ritual.

 

É bem engraçado lembrar dessas coisas tão bobas que na época eram segredos mortais. Deus sabe quantos primeiros beijos nasceram assim.

 

No dia seguinte, cartas. Depois mais cartas e cartas. Até que viesse a próxima festa.

Aqueles dias passaram rápido demais…

 

 

“Como palavras de amor
Que não se guardam em disquetes
Como segredos sem valor
Que a gente nunca esquece”

 

Tonny Belloto – Da música: Caras como eu – Titãs

 

VANILLA SKY

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“Sem o amargo o doce não é tão doce”.

Do filme Vanilla Sky

ÉL DESEA

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Havia fechado todas as portas de seu coração e, enclausurado dentre de si mesmo, curava suas feridas. Andava cabisbaixo pelas ruas, desatento, escondido em seus óculos escuros. Fones nos ouvidos, sempre esboçando uma cantiga… As noites eram de colírio e meios sorrisos para sobreviver às conversas inevitáveis. Aquele outono foi todo assim.

 

Chegou então o inverno, sua estação preferida. O orgulho ainda é o melhor remédio pra dor. Não se perde as noites frias. Tinha de volta seu abraço, mas não pensava em outros braços. Eram dias de se escrever poesias em papel vergê.

 

No fim de novembro voltou a sonhar. Pecou ao trocar sua alma por um beijo. E tão frágil se tornou um joguete de vaidade nas mãos da Esperança. Foi deixado ao acaso, enfim, com poucas palavras de uma mensagem em uma tarde que parecia tão bela. ***Sin considerición. Vive agora a tragédia de seus amargos boleros…

***

“Y si no vuelve y si no llama, Si ya no quiere, si no te extraña
Y si la pierdes sin entender lo que paso

 

Si le diste lo mejor de mí, Todo lo que te di sin mi autorización
Me dejaste desnudo en sus manos,Y sin protección, sin consideración

 
Si no vuelve que nos va a pasar, Si intento caminar y no se donde estoy
No me hagas caso, A veces duele ser como soy”
  

Se esconderá do sol no até se finde o verão escrevendo em terceira pessoa as comédias de seu dias. É tempo de labor, de ócio, e de refazer idéias. Paixão? – Não, obrigado. O homem que traça seus próprios caminhos e costuma zombar da sorte começa a crer em fatalismos.

 

Escreverá cartas pretensiosas a alguém que tem medo de amar. Tão improvável quanto um romance de Jane Austen. Essa cidade sem mar é pequena demais para quem quer ver o mundo. Um por do sol a beira da praia, com ela nos braços ensinando-o uma canção do Caetano. Uma noite onde ele possa compor versos que serão ditos ao vento e oferecer a ela uma estrela, a deles, só deles… Na próxima primavera. 

 

E isso o que ele deseja. 

  

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*** Música do álbum Viento a favor, de Alejandro Fernandez.

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Propondo um trilha sonora:

Glen Hansard And Marketa Irglova – Falling Slowly

 

“I don’t know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can’t react…”

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MAMMA MIA

Fazer um musical é sempre um risco: Ou fica ótimo ou fica péssimo. Assim dizem as sábias e experientes vozes de Hollywood. Não por menos, a produção desse gênero é muito menor que a dos outros. Me lembro dos excelentes “Evita” e “Chicago”, e acreditem ou não, nunca vi “Cantando na chuva”, nem “A noviça rebelde”.

 

E o que dizer sobre “Mamma Mia”? O filme tem uma ótima fotografia. Especialmente nas cenas em que o mar serve de fundo, tanto de dia quanto à noite. Meryl Streep está ótima, como sempre. Embora sua indicação ao Oscar tenha vindo do longa metragem “Dúvida”, ainda inédito por aqui. A adaptação das músicas do ABBA ficou perfeita. Cada diálogo teve sua carga de emoção. Adorei “the winner takes it all”.

 

Considerando os critérios jornalísticos, é um tanto tarde escrever isso. Muitos já o fizeram certamente. O filme estreou no Brasil em setembro do ano passado e chegou às locadoras em dezembro. Mas bem, isso não é jornal e ainda não sou jornalista. Fazendo estágio nos últimos 14 meses, minhas idas ao cinema, que costumavam ser duas ou três vezes por semana, se tornaram raridades. (pecado perdoável?) A lista de filmes que pretendo ver cresceu bastante. Estou muito atrasado…

 

Novidades, críticas e tudo o que já foi dito a parte, devo acrescentar que “Mamma Mia” é nostálgico. É o retrato da vida de muitas pessoas, ainda que sem a mesma magia. É olhar pra trás e dizer num sorriso que valeu a pena. É dar uma segunda chance ao próprio coração e reescrever uma história que parecia encerrada. Por isso e por todas as coisas que não consigo aqui descrever, resumo: “Mamma Mia” é perfeito. 

 

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Foto: Yariv Milchan (Corbis Outline)

 

Certo dia ela acordou e se deu conta de que as loucas aventuras de outrora já não lhe causavam mais grandes emoções. Olhou pela janela de seu castelo e ouviu uma voz dentro de si que dizia que Beverly Hills era pequena demais para aquele coração. Naquele momento, ela desejou ter asas para ir aos lugares os quais seus pés nunca haviam tocado. Mas ainda não era hora. Se olhou no espelho, e esse a perguntou o que mais ela queria já sendo rica, bonita e famosa. “– Ser mãe”. Respondeu.

 

Passou o tempo e ela teve um, outro e mais outro. Quis então ter uma família e a construiu. As crianças já são seis e agora têm um pai. A casa tem um homem, não por menos, rico, bonito e charmoso. E agora todas as noites, ela dorme para sonhar com as terras que desconhece e com os povos que suas mãos ainda irão ajudar.

 

Ela leva vida aonde os ternos e fardas matam até a esperança. Não se cala nem se faz de cega, mesmo que quando isso afronta os donos do mundo. Já não se presta a festas vazias e não se importa com os que duvidam da nobreza de seus atos. É a mortal que tem a ambição de salvar o mundo e que vez por outra é indagada pelo espelho. “- Você sabe que não pode, não é? – Sei sim, mas vou tentar”.

 

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Amo a Angelina Jolie pela grande atriz que é, e porque adoro cinema. E amo bem mais pelo seu lado humano, tão raro nos dias hoje.  

 

capa-marie-claire-214Ela é capa da edição brasileira de janeiro da revista Marie Claire. Perto de completar 34 anos, ela continua linda, linda, linda e muito linda.

 

Na boa matéria intitulada “As muitas vidas de Angelina”, o jornalista Marcelo Bernardes fala sobre as 11 entrevistas que já fez com a estrela e como suas impressões a respeito dela mudaram. A reportagem está disponível no site:

 http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1693671-1729-1,00.html

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