DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

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De certo que os servidores do Judiciário são a classe mais prepotente do serviço publico, em especial juizes e promotores. Sem nexo. São também os mais incompetentes. Segundo o último censo do IBGE, o Judiciário é uma das instituições mais desacreditadas do país, fato dado à morosidade (palavra que aprendi lendo processos), lentidão dos serviços. Alguns processos chegam a tramitar por vinte anos sem solução. O Judiciário se defende dizendo que falta pessoal. Não creio. E sei onde está um dos problemas: na escrita!

Há processos de duas mil páginas (ou mais) que se perdem em citações e mais citações, sem falar nos inúteis termos em latim e o uso de palavras literalmente não usuais. Alguns advogados da nova geração defendem a tese do uso da linguagem simples, e afirmam ser possível escrever um processo de cem folhas em dez ou menos, sem grandes dificuldades, sem perda de conteúdo ou sentido, e de fácil entendimento até para quem não é da área. Não sou um perito em língua portuguesa, mas acredito que é possível. Isso reduziria em muito o tempo de análise e julgamento. Seria bom para o judiciário, e melhor ainda para o povo.

Os conservadores rejeitam, e resistem. Dizem que a escrita jurídica é uma “tradição”.

No som: Titãs – Aluga-se

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8 comentários sobre “DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

  1. E quem não tem um exemplo, não é verdade!? Em 1.997 a minha mãe sofreu um acidente e foi um verdadeiro parto receber cada DIREITO dela. Para realmente salvar sua vida, uma tia minha dispôs de todo o seu FGTS. Quando recebemos o seguro de vida que lhe era de direito desde o momento do aciente, minha mãe já havia despertado do coma que durou quase dois anos.

    Fique sempre bem. Você tem umas fãs bem … como direi? “Porretas”!

  2. Muito interessante esse post, gostei muito.
    Até porque já pensei em seguir essa carreira, meu tio é advogado criminalista(dos bons!), e minha prima quer ser promotora… a nova geração é um bom início, imagino eu!
    beijoss

  3. De fato, eesa postura conservadora, não só dos serviços jurídicos, mas da sociedade em si, só serve para distanciar o povo das soluções e das claridades do discurso.
    Outro dia eu estava debatendo com minha mãe sobre o uso ou não de gírias. Ela queria me punir só porque eu falo algumas gírias?!
    Disse que era coisa de marginal e tal… Daí comecei a me questionar se a gíria não seria uma forma de se comunicar de maneira mais clara acessível ao povo. Sim, porque a partir do momento que eu abro um diálogo com uma pessoa menos desprovida de vocabulário do que eu, de forma que comece a vomitar palavras mirabolantes com essa pessoa é porque, na verdade não quero que essa pessoa me compreenda e a conversa fique meio que subtendida.
    Outro dia eu li que o oprimido é aquele que não consegue tranformar o seu discurso numa verdade.E concordo plenamente. Se uma pessoa não tem recursos da linguagem para se comunicar de maneira ágil, atrelada a norma culta, ela termina se transformando numa pessoa oprimida, que absorve o discurso do outro e perde a capacidade de construir o seu.
    Agora, quando a pessoa está atrelada ao seu vocabulário regional( e é aí que entram as gírias), essa condição orpimida se transforma, tornando o indivíduo capaz e competente de sua opinião.
    O poder da palavra é muito!
    um cheirin…

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